PMS SÃO DENUNCIADOS POR COLOCAR CABO DE VASSOURA EM ÂNUS DE ESTUPRADOR
O pescador Wanderly Elizio de Oliveira, pai do menor W.S.O., de 17 anos, que está preso no Pomeri, denunciou na Corregedoria da Polícia Militar e na 18º Promotoria de Justiça da Infância e da Juventude do Ministério Público (MPE) um suposto abuso sexual que o filho sofreu de dois militares no dia em que foi preso. Segundo Wanderly, os policiais teriam introduzido um cabo de vassoura no ânus do rapaz.
Os assaltantes fugiram com o carro do casal, mas acabaram batendo em um muro. O menor foi para sua residência, já o maior fugiu.
Os familiares do adolescente, ao perceberem o risco que ele estava correndo, acionaram a polícia e o entregaram. “E assim ele foi preso pelos policiais, que o levaram para o Pronto-Socorro. Mas depois, antes de irem pro Cisc, foram para o 4º Batalhão, onde dois policiais pediram para ele tirar a roupa. E introduziram um cabo de vassoura no ânus do meu filho”, disse.
Segundo o pescador, o menino tomou conhecimento que estava sendo acusado de estupro e entrou em desespero. Ele disse que o autor da violência sexual havia sido seu comparsa, que só se entregou à polícia dias depois do crime, junto com um advogado.
O laudo preliminar apontou que uma fissura e uma cicatriz no reto distal. O pescador reconhece os erros do filho, mas espera que a Justiça seja feita. “Não acho isso certo. Ele errou e deve pagar pelo erro. Não foi o autor do estupro e ainda fizeram o que fizeram com ele, não é certo. Entregamos confiando na polícia de que ele estaria bem, mas não”. No boletim de ocorrência, as vítimas disseram que o suspeito era de estatura alta, bem magro e cabelo com luzes, diferente do meu filho”.

