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A CAATINGA, ESSE BIOMA É NOSSO, COM O POETA RENA BEZERRA...

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Caatinga, esse Bioma é nosso... Poeta Rena Bezerra, São José de Princesa , PB...
I
Apesar de convivermos


Com a seca impiedosa,
Nossa biodiversidade
É simplesmente estrondosa,
Quando chove tudo vinga
Deixando a nossa caatinga
Bonita e maravilhosa.
II
Com sua copa frondosa
Nós temos a baraúna,
Onde la canta feliz
Sabiá, uiraúna,
O cardeal da seu tom
E de longe escuta o som
No dobrado do craúna.
III
Na sombra do juazeiro
Canta a rolinha e o cancão,
Essa é a mais fechada
Das sombras do meu sertão,
Por aqui é bem tratada
Pois já foi abençoada
Por ‘Padim Ciço Romão’.
IV
Nas caatingas do sertão
Tem todo tipo de mato,
Marmeleiro, xique-xique
Calumbi, unha de gato,
Catingueira e mororó
Tem mucunã tem cipó
Que dar enfeite e ornato.
V
Nós temos, porém de fato
Uma flora muito rica,
O ipê, a aroeira
Umburana e oiticica,
Pau pereiro e angioba
Canafistula, maniçoba
Manjericão e arnica.
VI
Na fauna tem a Peitica
Caboré, fura barreira,
Maria fita, o tetéu
Tesourão e lavandeira,
Tem ‘passo’ preto, concriz
Os sabiás, juritis
Papa arroz, garça vaqueira.
VII
Tem gambá nessa ribeira
Que muitos chamam timbu,
O nosso famoso peba
Camaleão e teiú,
Apesar do que passamos
Por aqui ainda achamos
O nosso belo tatu.
VIII
Pertence a mim e a tu
E a hora é tão oportuna,
Defender o nosso meio
Por toda brecha e lacuna,
Vamos servir de suporte
Ser um combatente forte
Salvando nossa fortuna.
IX
Com arataca e riúna
O homem depredador,
Anda caçando nas matas
Nosso animal sofredor,
Que luta para viver
E ainda tem que correr
Do homem devorador.
X
Por aqui é um temor
Não tem lei, não tem IBAMA,
Os bichos são atacados
A mata se vira em chama,
E a natureza ofendida
Nos devolve enfurecida
Com seca, calor e drama.
XI
Mas esquecendo esse drama
Vamos se organizar,
Ainda temos por certo
Muito verde pra cuidar,
Anunciando aos demais
Que os nossos animais
Nós devemos preservar.
XII
Como é bonito o preá
La no final do terreiro,
Quando sente algum perigo
Escapole bem ligeiro,
Corre a toda para o mato
Foge ligeiro do gato
E do cachorro trigueiro.
XIII
Nas pedras do tabuleiro
As rolinhas catam ao léu,
Tanto a caldo de feijão
A branca e a cascavel,
Por ali catam silente
Agradecendo ao presente
Do nosso senhor do céu.
XIV
Por aqui temos rapel
Na esplendorosa serra,
O turismo se alavanca
E a beleza nunca encerra,
Tudo é maravilhoso
Não tem nada mais gostoso
Do que morar nessa terra.
XV
À tarde quando se encerra
A brisa me beija a fronte,
Fico na minha calçada
Contemplando o horizonte,
Num cenário deslumbrante
E o sol lindo irradiante
Se esconde por trás do monte.
Poeta;
Rena Bezerra
28/04/20
A imagem pode conter: árvore, céu, planta, atividades ao ar livre e natureza

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