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O NOVO CORONAVÍRUS (Na visão modesta do poeta) Rena Bezerra...

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O novo Corona vírus
Que na China começou
A província de Wuhan
Ele quase exterminou,
E depois descontrolado
E muita gente matou.
Se espalhou por todo lado Na Itália se espalhou
Com a idade avançada,
Numa brusca disparada, Por ter uma população Os idosos infelizmente
Com a pandemia alastrada
Por lá foram facilmente A classe mais atacada. Por outros países mais,
Foram assim distribuindo
O povo sem se aquietar Para frente e para trás, Turistando e contraindo
No espirro, pela tosse
Os seus presentes virais. Se sabe que ele é capaz De contaminar em massa,

Na saliva que se passa, E também tem transmissão Por um aperto de mão Ou também quando se abraça.
E se ela se agravar
Quem contrair logo passa A ter nariz escorrendo, Dor de garganta com tosse O corpo fica fervendo,
Quando disse no jornal
Nos pulmões vai se instalar Deixando a vítima morrendo. Quem paz aqui tava tendo Perdeu-a num só momento,
Que era pra ser total,
O tamanho do tormento, Que acabava de chegar E São Paulo sem parar Mostrou logo seu rebento. Partiram pro isolamento
Onde isola os vulneráveis,
O povo trancafiado Da sala para o quintal, E quem mora num AP É cama, mesa, TV Novela, filme, jornal. Tem também o vertical
Os de conjuntura estáveis
Os idosos nossas jóias Tão queridos, tão amáveis, Diabéticos e cardíacos Asmáticos, hipocondríacos Os de defesas instáveis.
Vai ter muita confusão
Que tiver em reclusão, Só peço que não condene Quem não teve outra opção, E teve que trabalhar Pra na casa não faltar A carne, o cuscuz, feijão.
Mas para ser combatido
Com o povo sucumbido, Mais até que se o Covid Tivesse lhe acometido, Que depois que desfazer A quarentena vai ter Bastante doido varrido. Deixa a imprensa mostrar,
Faz parte de nosso asseio,
Que toda vez que a gente Em qualquer coisa tocar, Tem que pegar um sabão Muito bem lavar a mão Depois álcool em gel passar. Eu acho até salutar Mas também já tem excesso
Que não pode a saudação,
Agregado nesse meio, Mas já que estão dizendo Que é pra isso ta fazendo Quem sou eu pra botar freio? Não tenho nenhum receio Em falar pegando a mão, Mas mostraram na TV
O velho aperto de mão
Que esse gesto antigo traz Os patogênicos virais Para a contaminação. Por isso meu caro irmão Respeito sem contestar, A maneira que os demais Escolheram pra saudar, Só peço que no sertão
Se meu verso desaponta
Depois volte pra ficar. Não posso também negar Que esse vírus me afronta, De pensar nesse bichinho Fico de cabeça tonta, Mas ficar trancafiado Com medo desse danado Nem como, nem pago conta.
26/03/20
Ou está na contramão, To apenas retratando Minha mera opinião, Cada qual que dê seus giros E que pro Coronavírus Achem logo a solução. Poeta cordelista Rena Bezerra


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