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PM acusado de matar Marielle deixou rastros no histórico de buscas na internet

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A  Divisão de Homicídios da Polícia Civil e Ministério Público do Rio de janeiro prenderam, na madrugada desta Terça - feira (12), um Policial Militar Reformado e um Ex - PM, ambos Acusados de envolvimento no assassinato da Vereadora Marielle Franco e do Motorista Anderson Gomes , cerca de um ano atrás. Um deles chegou a deixar rastros na Internet.

Segundo as Autoridades, o PM Reformado Ronnie Lessa seria o Autor dos 13 tiros que mataram Marielle e Anderson. De acordo com informações do Ministério Público Divulgadas pelo G 1 , o Crime foi planejado durante três meses , incluindo pesquisas salvas no seu histórico de buscas na Web.

Lessa fez pesquisas na Internet sobre os locais que Marielle frequentava e também sobre a submetralhadora MP5, que, segundo a investigação , pode ter sido usada no Crime. Além disso, o PM Reformado pesquisou informações sobre o então Interventor na segurança Pública do Rio, o General Braga Netto.

O Suspeito também vinha fazendo buscas na Internet pelo então Deputado Estadual e hoje Deputado Federal Marcelo Freixo, do mesmo partido de Marielle , o PSOL, Em Dezembro , a Polícia Civil do Rio de janeiro interceptou um plano para matar o Deputado.

Outras provas do envolvimento de Lessa no Crime foram encontradas em arquivos que ele armazenava na Nuvem. Ele utilizava um Celular comprado com CPF de outra Pessoa, segundo as investigações. O Suspeito trocava de Celulares para despistar os registros de geilocalização armazenadas por antenas de telefonia do Rio.

NA NUVEM 

Com falta de outras provas materiais, a divisão de Homicídios rastreou todos os números de telefone que se conectaram a antenas de telefonia que ficavam nas áreas por onde o Carro de Marielle passou na noite de 14 de Março de 2018 , desde a saída da Câmara Municipal até o local onde ela foi assassinada.

No meio desse caminho, uma Câmera de Segurança flagrou o momento exato em que uma tela de celular se acendeu dentro do carro que seguia Marielle desde a Rua dos Inválidos, no Centro do Rio, e de onde, minutos depois , o assassino atiraria contra a Vereadora. A partir daí, a polícia tinha o exato local e horário em que o telefone usado pelos assassinos se conectou a uma antena da Região.

Com essa informação , os Policiais fizeram uma triagem dos números de telefone obtidos pelos Operadoras e chegaram ao telefone suspeito de ter sido usado pelos Assassinos dentro do Carro. Com uma ordem Judicial , a Polícia teve acesso aos dados de Lessa armazenados na Nuvem pelos aplicativos de o PM usava no aparelho.

As Autoridades não confirmaram , mas é possível que os dados foram obtidos juntamente ao próprio Google, que armazena dados de busca e histórico de atividades em dispositivos que usam o Sistema Operacional Android. Procurado pelo Olhar Digital, o Google disse apenas que " não comenta casos específicos".

OPERAÇÃO LUME

O outro preso na madrugada desta Terça - feira é Élcio Vieira de Queiroz, Ex - Policial Militar acusado de dirigir o Carro de onde Lessa atiraria contra o Carro de Marielle , matando a Parlamentar e seu Motorista. Cada um foi preso na respectiva Casa, na Capital Fluminense.

Além dos dados digitais , a Polícia se baseou também em Depoimentos de Suspeitos de envolvimento para efetuar as Prisões . A ação da Polícia foi batizada de Operação Lume, em referência a uma Praça no Centro do Rio, conhecida como Buraco do Lume, onde Marielle desenvolvia um Projeto chamado Lume Feminista.


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